terça-feira, 1 de abril de 2025

"SÃO BENTO", ERA COMO O CHAMAVA CARINHOSAMENTE

Nas décadas de 1970 e 1980, sempre que passava no cruzamento das avenidas Cambuquira, hoje Cel. Joaquim de Oliveira Prata e Fernando Costa. Notava este senhor sentado na calçada da Revendedora Ford ou nos trilhos desativados, da Rede Mineira. Isso, as pessoas passaram a chamá-lo de "São Bento", enigma. 

"São Bento". Foto Antônio Carlos Prata.

Era querido dos comerciantes do bairro São Benedito e por frequentadores de Bares. Dica e Julinho, (pai e filho). Tinha um cacoete. Um gorro de crochê na cabeça. Sacudia a cabeça, sentava e cruzava as pernas, e dava uma olhada com olhos vermelhos. Muitos o consideravam louco, outros uma pessoa dócil, outros motorista da viação São Bento. Servidor público aposentado, vivia andando nas rodovias. Com pés inchados de tanto andar. Consideravam-no um maníaco. Mal trajado, não falava com ninguém. Robotizado pelo seu comportamento. Todos os passantes ficavam a estranhar aquela atitude inócua, sem objetivo algum. Por que assim agia? Sabe-se lá. Um guarda de trânsito (figura enxotada pelo advento dos semáforos) Era uma figura, muitas das vezes invisíveis, que faziam a diferença na trajetória da história do Bairro São Benedito.  (Antônio Carlos Prata)